Próxima edição: 4 de abril de 2027
São Paulo tem duas maratonas e elas não são a mesma prova. Esta é a de abril, no Ibirapuera, a mais antiga da cidade — e a que tem seis linhas de corte em vez de duas.
Dados da edição de 2025.
4.824 corredores da prova geral mais 28 da elite. A organização não publica mediana: o que existe é a média, 4h15min54s entre 4.065 homens e 4h36min56s entre 759 mulheres — e média não é mediana, então trate os dois números como uma descrição grosseira do pelotão. A edição de 2026 teve 6.360 inscritos na maratona, mas esse é o número de inscritos, não de chegados.
Não há uma frase de «6 horas» nesta prova. O limite é a tabela de linhas de corte da CET, em hora de relógio, mais a coluna do último atleta na chegada, às 12h29.
| Ponto | km | Hora |
|---|---|---|
| Alça da Praça Ibrahim Nobre | 6,7 | 7h18 |
| JK × João Cachoeira | 9,9 | 7h45 |
| JK × Prof. Geral Ataliba | 10,9 | 7h53 |
| Alvarenga × Teixeira Soares | 16,2 | 8h37 |
| Alvarenga × Teixeira Soares | 23,2 | 9h38 |
| Saída do Portão 1 da USP | 33,8 | 11h10 |
Quem chega depois da hora em qualquer um desses pontos não pode seguir no percurso original e deve retornar à área de largada.
Duas coisas para calcular antes de se inscrever: as horas são as mesmas para todos os pelotões, e o seu pelotão depende do tempo que você declara.
Circuito com largada e chegada no Obelisco do Ibirapuera, na Avenida Pedro Álvares Cabral. Passa pela República do Líbano, JK, Cidade Jardim, Alvarenga e pela USP, e volta pelos túneis Zerbini e Jânio Quadros. A cidade está a cerca de 750 metros de altitude.
A organização não publica desnível acumulado. Um traçado de terceiros aponta cerca de 172 metros, valor de GPS e não de medição — e a leitura que interessa não é essa: o percurso divide o setor da USP e da Alvarenga com a outra maratona de São Paulo, mas em outro mês, com outra largada e com cortes diferentes. Não importe a altimetria de uma para a outra.
Largada, Obelisco do Ibirapuera. Avenida Pedro Álvares Cabral, ainda escuro.
República do Líbano e JK. Os primeiros quilômetros saem do parque em direção ao eixo da Juscelino Kubitschek — e é aqui que cai a primeira linha de corte, no quilômetro 6,7.
Cidade Jardim e Lineu de Paula Machado. O corredor que leva à zona oeste.
Alvarenga, ida e volta. O cruzamento da Alvarenga com a Teixeira Soares aparece duas vezes no percurso — no quilômetro 16,2 e de novo no 23,2 — e as duas passagens têm hora marcada.
A USP. Melo Moraes, Escola Politécnica e Almeida Prado. A saída do Portão 1, no quilômetro 33,8, é a última linha de corte do dia.
Afrânio Peixoto e os túneis Zerbini e Jânio Quadros. Os túneis caem tarde na prova, quando a cabeça já está cansada e o ar muda.
Volta ao Ibirapuera pela Ibrahim Nobre, até a chegada no mesmo lugar da largada.
Esta prova não tem um muro com nome. Tem uma tabela.
São seis linhas de corte da CET, todas em hora de relógio, começando no quilômetro 6,7 — antes de a maioria das maratonas ter sequer aberto uma. Quem perde uma delas não é desviado nem segue pela calçada: não pode continuar no percurso original e volta para a área de largada.
E é aqui que o pelotão de largada deixa de ser um detalhe. As linhas são as mesmas para todo mundo, mas a hora em que você larga não é. Quem sai no primeiro pelotão, às 5h45, tem 1h33 para chegar ao quilômetro 6,7 — folga enorme. Quem declara mais de 4h41 e larga no quarto pelotão, às 6h15, tem 1h03 para o mesmo ponto. A mesma linha, meia hora a menos. Declarar um tempo mais lento do que o real para «não atrapalhar» é, nesta prova, uma decisão com consequência.
O terceiro fator é o calendário. Abril em São Paulo é mais quente do que julho, e julho é quando a outra maratona da cidade acontece. Quem corre as duas percebe a diferença na segunda metade.
Abril em São Paulo, a cerca de 750 metros de altitude, com largada às 5h45. Não encontramos registro de estação de nenhuma manhã de prova e não o estimamos.
O que é estrutural: abril é o fim do verão paulistano, não o inverno. A prova começa no escuro e fresco, e as últimas duas horas acontecem com o sol alto sobre asfalto de cidade. Se a sua referência é a outra maratona de São Paulo, que corre em julho, o plano de líquidos não é transferível.
5h44 para os cadeirantes e 5h45 para a elite e o primeiro pelotão. Os pelotões saem por tempo declarado, e o quarto — de quem declara mais de 4h41 — larga às 6h15. Trinta minutos depois do primeiro, com as linhas de corte marcadas em hora de relógio para todo mundo.
Inscrições por lotes pelo site da Yescom, abertas com quase um ano de antecedência: o lote inicial de 2027 abriu na primeira semana de junho de 2026.
Por lotes, sem sorteio nem marca mínima
Não há marca mínima para entrar.
Quatro pelotões por tempo declarado: até 3h40, de 3h41 a 4h10, de 4h11 a 4h40 e acima de 4h41. Com linhas de corte em hora de relógio, o pelotão que você escolhe muda quanto tempo você realmente tem — declarar devagar por precaução custa meia hora de margem no primeiro corte.
Não é uma prova que esgote: em junho de 2026 o lote estava em R$ 150 mais taxa, cerca de R$ 168. Não há sorteio nem lista de espera.
Dados de inscrição e condições verificados em 11 de setembro de 2026. A organização é a fonte para qualquer data que mude.
O bloco desta prova se planeja de trás para frente, e o «trás» não é a chegada: é a linha do quilômetro 6,7.
Primeiro, decida o pelotão antes de decidir o plano. O tempo que você declara na inscrição determina a que horas você larga, e as linhas de corte não se movem. Se você está entre dois pelotões, o mais rápido dá margem real. Isso é uma decisão de inscrição que muda o treino: se você vai largar às 5h45 com folga, pode construir a prova de forma conservadora; se vai largar às 6h15, os primeiros dez quilômetros têm um piso de ritmo obrigatório.
Segundo, treine o começo rápido — e essa é a instrução ao contrário do normal. Em quase toda maratona, o conselho é sair devagar. Aqui, sair muito devagar no pelotão da 6h15 coloca a linha do 6,7 em jogo. A forma de resolver isso não é acelerar no dia: é chegar com uma base que torne o ritmo mínimo confortável, o que significa fazer os longões do bloco com os primeiros dez quilômetros no ritmo-alvo e não abaixo dele.
Terceiro, o calor de abril. As últimas duas horas de prova acontecem com o sol alto. Parte dos longões das seis semanas finais deve ser no meio da manhã, e o plano de líquidos se escreve para a segunda metade.
E quarto, a ida e volta da Alvarenga. Você passa pelo mesmo cruzamento duas vezes, no 16,2 e no 23,2, com sete quilômetros de diferença. É um trecho psicologicamente duro e treina-se de um jeito só: longões em circuito repetido, em vez de percursos sempre novos.
Ainda sobram semanas: o bloco de 18 semanas começa em 29 de novembro de 2026. Até lá o trabalho é base — volume fácil e consistência — não este plano.
Três níveis, por frequência cardíaca. Escolha pelo volume que você consegue sustentar, não pelo que gostaria de fazer.
Inscrições abertas
Não precisa faltar exatamente 12 ou 18 semanas para a prova. Um bloco específico não começa do zero: você chega nele já ativo, e estes planos são a parte final do caminho.
Os preços são cobrados pela TrainingPeaks em dólares americanos.
Uma observação sobre o bloco de volume mais baixo: na maioria das maratonas ele é o plano de «terminar do jeito que der». Aqui isso depende do pelotão em que você larga. Saindo às 5h45 há folga de sobra para as seis linhas de corte; saindo às 6h15, o mesmo bloco precisa entregar um ritmo mínimo desde o primeiro quilômetro. Decida o pelotão primeiro.
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A primeira linha de corte está no quilômetro 6,7 e a hora é a mesma para todos os pelotões — mas quem larga meia hora depois tem meia hora a menos para chegar lá.
Um plano de calendário não sabe em que caixa você largou, como foi o seu último mês, nem o que fazer quando a semana desanda. Se o que você acabou de ler sobre esta prova muda o seu planejamento, isso é uma conversa, não um PDF.
Conte o seu objetivo