São Paulo, Brasil
Guia da prova · São Paulo

SP City Marathon

Acontece: Último domingo de julho

A outra maratona de São Paulo: julho, do Pacaembu ao Jockey, com dois quilômetros de subida contínua na 23 de Maio e o muro esperando dentro da USP.

Que tipo de prova é esta

5.386 Finishers

Dados da edição de 2025.

4.293 homens e 1.093 mulheres na maratona. A organização não publica mediana: o que existe é a média, 4h12min55s entre os homens e 4h37min34s entre as mulheres — média não é mediana, então leia isso como uma descrição grosseira. A edição de 2026 cresceu para 8.300 números na maratona e esgotou ainda na pré-venda.

Tempo limite · 2026

6h30 de duração máxima, contadas a partir da última largada, às 6h35. O pórtico de chegada fica aberto até as 13h05.

Três pontos com hora de relógio, e eles não são todos a mesma coisa:

PontokmHoraO que acontece
Ponto de Corte 1, Praça Panamericana25,410h15volta direto para a chegada
Ponto de Corte 2, Portão 2 da USP32,811h20volta direto para a chegada
Portão 1 da USP39,011h30aguarda a orientação do fiscal para atravessar a Rua Alvarenga

A diferença entre os dois primeiros e o terceiro é importante: os dois primeiros encerram a sua prova no percurso original; o do quilômetro 39 é uma retenção de trânsito, não um fim de prova.

Não há outra cláusula de corte no regulamento, e não há veículo vassoura descrito.

O percurso

Perfil

Ponto a ponto atravessando 18 bairros, da Praça Charles Miller até o Jockey Club. Tem cerca de 305 metros de desnível acumulado — de longe o percurso mais duro das duas maratonas paulistanas — a cerca de 750 metros de altitude. Chancela WA e CBAt Gold, e válido para classificar a Boston.

Desnível
305 m

Os 305 metros vêm de uma análise da edição de 2025 e é a cifra mais confiável que existe para este percurso. Cuidado com o número de 280 metros que aparece no Marathon-Index: pode estar descrevendo a outra maratona de São Paulo, que é em abril e tem outro traçado.

E cuidado com material de 2025 em geral: o percurso mudou em 2026 e parte das análises publicadas ainda descreve o trecho antigo enquanto a seção de rota já descreve o novo — inclusive dentro do mesmo artigo.

Largada, Praça Charles Miller, Pacaembu. A Avenida Pacaembu começa em descida, no escuro, com o pelotão inteiro junto.

Primeiros quilômetros, o trecho refeito em 2026. Dr. Abraão Ribeiro, Memorial da América Latina, Norma Pieruccini Giannotti, Rudge e Rio Branco. O Minhocão saiu do percurso nesta edição — qualquer relato que descreva o elevado é de 2025 ou anterior.

Centro. Theatro Municipal, Viaduto do Chá e Avenida Ipiranga.

Avenida 23 de Maio: cerca de dois quilômetros de subida contínua. É o trecho que, nas palavras de quem cobre a prova, separa quem administrou o ritmo de quem não administrou.

Ibirapuera, JK e o Túnel Sebastião Camargo.

Lineu de Paula Machado e o trecho subterrâneo, por volta do quilômetro 21. É aqui que a meia maratona se separa e segue para o Jockey.

Villa-Lobos, ida e volta.

Dentro da USP: Escola Politécnica e o retorno pela própria USP. O quilômetro 30 acontece aqui, e é o ponto que os corredores chamam de muro.

Últimos dois quilômetros até o Jockey Club, onde é a chegada.

Onde o pessoal quebra

Duas coisas, e a primeira é de manual.

A 23 de Maio. Dois quilômetros de subida contínua no meio da prova, numa avenida larga e sem sombra. Não é íngreme o suficiente para obrigar ninguém a caminhar, e é longa o suficiente para custar caro a quem sobe no ritmo em que vinha. É o divisor da prova.

O muro, dentro da USP, por volta do quilômetro 30. Sem nome oficial, sem placa, e mesmo assim é o trecho que aparece em todo relato de prova. Chega depois da ida e volta do Villa-Lobos, quando a conta da 23 de Maio vence.

E há um detalhe de 2026 que muda a leitura de tudo que você vai ler sobre esta prova: o Minhocão, que era o primeiro ponto de quebra das edições anteriores, saiu do percurso. Relatos de 2025 e anteriores descrevem um começo que já não existe — e boa parte do material publicado mistura os dois, descrevendo a rota nova e a altimetria velha no mesmo texto.

Julho em São Paulo joga a favor: é a manhã mais fria do calendário paulistano, e é uma vantagem real sobre a outra maratona da cidade, que corre em abril.

Condições

Clima

Julho é inverno em São Paulo e a largada é às 5h15, a cerca de 750 metros de altitude. Não encontramos registro de estação de nenhuma manhã de prova e não o estimamos — e desconfie de bases climáticas automáticas para esta prova, porque várias delas parecem estar misturando julho com a maratona de abril.

O que é estrutural: você larga no escuro e no frio, com o pelotão inteiro vestido para os primeiros vinte minutos e não para as três horas seguintes. O que sobra de roupa vira peso na 23 de Maio.

Largada

5h10 para os cadeirantes, 5h15 para a elite e os pelotões A a F entre 5h20 e 6h40, na Praça Charles Miller, no Pacaembu. O tempo limite de 6h30 é contado a partir da última largada, às 6h35 — ou seja, o relógio é o mesmo para todo mundo.

Como entrar

Inscrições

Inscrições abertas de uma vez, com pré-venda, e sem sorteio. A edição de 2026 esgotou na própria pré-venda.

Sistema

Por ordem de inscrição, com pré-venda, sem sorteio nem marca mínima

Homologação

Não há marca mínima para entrar. O percurso tem chancela World Athletics e CBAt Gold, e é válido para classificar a Boston.

Caixas de largada

Pelotões A a F por ritmo declarado — do A, até 4:30 por quilômetro, ao F, acima de 7:01 — largando entre 5h20 e 6h40. Como as 6h30 são contadas a partir da última largada, o pelotão não muda o seu tempo limite; muda quanto tempo de relógio você tem até cada um dos três pontos de corte.

Esta é a prova mais disputada das duas de São Paulo: 8.300 números na maratona em 2026, dentro de um fim de semana de 32.300 vagas, e esgotou na pré-venda. Quem quer correr precisa estar atento à abertura, não ao prazo final.

Site oficial →

Dados de inscrição e condições verificados em 11 de setembro de 2026. A organização é a fonte para qualquer data que mude.

Como se treina para esta prova

Esta é a mais dura das duas maratonas de São Paulo, e o bloco tem que refletir isso.

A 23 de Maio treina-se como subida longa, não como ladeira. Dois quilômetros contínuos em ritmo de maratona é um esforço de oito a doze minutos. Tiros curtos de ladeira não preparam para isso. O que prepara é um bloco de subida contínua de dez minutos colocado no meio do longão, com prova pela frente, repetido ao longo do bloco — o objetivo é aprender a passar sem acelerar e sem estourar, não sofrer.

O muro do quilômetro 30 se treina no fim. Os três últimos longões do bloco devem ter os quilômetros finais em ritmo de maratona, não em ritmo fácil. É a única forma de saber o que sobra depois de 305 metros de desnível acumulado.

A descida dos primeiros quilômetros é uma armadilha, não um presente. A Avenida Pacaembu desce, você está fresco e o pelotão está junto. Correr em descida no ritmo que a gravidade oferece é trabalho excêntrico puro, e a conta vence exatamente na USP. Coloque descidas controladas dentro dos longões, a partir da metade do bloco.

E aproveite julho. É a manhã mais fria do calendário paulistano e a melhor janela climática que a cidade oferece para uma maratona — o que significa que o seu limitante aqui vai ser o percurso e o seu ritmo, não a temperatura. Isso é raro e é um argumento para escolher esta prova em vez da de abril se a sua meta é marca.

Quando começar

Quando a organização publicar a data, conte 18 ou 12 semanas para trás a partir dela.

Planos de treinamento

Três níveis, por frequência cardíaca. Escolha pelo volume que você consegue sustentar, não pelo que gostaria de fazer.

Inscrições fechadas As inscrições não estão abertas agora: a edição de 2026 esgotou na pré-venda e a organização ainda não anunciou quando abrem as inscrições de 2027. Estes blocos valem igual se você já tem vaga ou está buscando a classificação.

Não precisa faltar exatamente 12 ou 18 semanas para a prova. Um bloco específico não começa do zero: você chega nele já ativo, e estes planos são a parte final do caminho.

Os preços são cobrados pela TrainingPeaks em dólares americanos.

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Iván Koch, coach da Triaperformance
Coaching 1:1

E se o plano fechado não der conta?

Dois quilômetros de subida na 23 de Maio no meio da prova, e o muro esperando na USP quinze quilômetros depois — a conta da primeira vence no segundo.

Um plano de calendário não sabe em que caixa você largou, como foi o seu último mês, nem o que fazer quando a semana desanda. Se o que você acabou de ler sobre esta prova muda o seu planejamento, isso é uma conversa, não um PDF.

Conte o seu objetivo

Perguntas

Quando acontece a SP City Marathon?
Último domingo de julho.
Qual é o tempo limite da SP City Marathon?
6h30 de duração máxima, contadas a partir da última largada, às 6h35. O pórtico de chegada fica aberto até as 13h05. Três pontos com hora de relógio, e eles não são todos a mesma coisa:
Onde o pessoal quebra na SP City Marathon?
Duas coisas, e a primeira é de manual. A 23 de Maio. Dois quilômetros de subida contínua no meio da prova, numa avenida larga e sem sombra. Não é íngreme o suficiente para obrigar ninguém a caminhar, e é longa o suficiente para custar caro a quem sobe no ritmo em que vinha. É o divisor da prova.
Como conseguir vaga na SP City Marathon?
Inscrições abertas de uma vez, com pré-venda, e sem sorteio. A edição de 2026 esgotou na própria pré-venda. Esta é a prova mais disputada das duas de São Paulo: 8.300 números na maratona em 2026, dentro de um fim de semana de 32.300 vagas, e esgotou na pré-venda. Quem quer correr precisa estar atento à abertura, não ao prazo final.

Fontes